terça-feira, 27 de setembro de 2011

Mais um carinho do gemulo Ulisses Reis

Sabe que libriano ama mulher linda
E você vai achando que quero apagar
Qualquer digital tua ou minha no corpo
Nem em sonho quero muitos dedos
Deslizando o meu dorso e o teu relevo
Vai como centelha afetar e arder
Ficar marcado em brasa e chamas
Mas não vai doer só deixar afago
E muitos prazeres com sabores
De doces e suaves morangos
Mara é encontrar uma gêmula
Que vem é diz o que pensa
Agora estou mexendo com a mulher
Com esse dorso curvilíneo
E olhar de sedução e libido explodindo
Porque mulher tem que receber carinho
Mesmo em letras, melhor uma taça de vinho
Então eu venho e entro no seu ninho
Para deixar aqui tudo assim carmim

Ulisses Reis®
25/09/2011

Para DanAngel

domingo, 25 de setembro de 2011

Lindo domingo muita paz no coração de todos




Mais um carinho do Gemulo e grande poeta Ulisses Reis


Feliz aniversario mocinha

Ela apareceu assim Gêmula de uma amiga
E como libriana encantou e hoje é o niver
Então eu fã e com muito ardor vou abastecer
De carinho e afago à linda mocinha
Que tem um ar de menininha sapeka
Daquelas que a qualquer um afeta
Tem um olhar de adolescente felina
Que deixa babando homem e mulher
Ela se degusta com colher de prata
Pois e fada divina e Wicca diplomata
Sabe bem satisfazer a todos equilibrando
As vontades e saberes com as virtudes
Essa a cada dia mais mulher faceira
E as primaveras vão trazendo essência
E assim ela se torna, nunca completa
Mas inteira e repleta, é arquiteta
Da própria vida e caminho
Lógico também do destino
A ti gêmula beijinho

Ulisses Reis®
24/092011

Para DanAngel 
 
 

Trecho - Dear John




terça-feira, 20 de setembro de 2011

Bom dia ...linda semana


"Pode parecer promessa
mas eu sinto que você é a pessoa
Mais parecida comigo que eu conheço
Só que do lado do avesso
Pode ser que seja engano, bobagem ou ilusão
De ter você na minha
Mas acho que com você eu me esqueço
E em seguida eu aconteço
Por isso eu deixo aqui meu endereço
Se você me procurar eu apareço
Se você me encontrar
Te reconheço..."

(Alice Ruiz e Ceumar)


sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Valquiria Cordeiro

 
Se alguém lhe atirar uma pedra,
não seja igual,
 com delicadeza
jogue uma flor,
em seguida a pedra.
 

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

DIÁRIO DE UMA PERERECA DEPILADA (EM HOMENAGEM A PERERECA DOURADA)

"Tenta sim. Vai ficar lindo."
Foi assim que decidi, por livre e espontânea pressão de amigas, me render à depilação na virilha.
Falaram que eu ia me sentir dez quilos mais leve, mas acho que pentelho não pesa tanto assim.
Disseram que meu namorado ia amar, que eu nunca mais ia querer outra coisa.
Eu imaginava que ia doer porque elas ao menos me avisaram que isso aconteceria.
Mas não esperava que por trás disso, e bota por trás nisso, havia toda uma indústria pornô-ginecológica-estética.
- Oi, queria marcar depilação com a Penélope.
- Vai depilar o quê?
- Virilha.
- Normal ou cavada?
Parei aí.
Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada.
Mas já que era pra fazer, quis fazer direito.
- Cavada mesmo.
- Amanhã, às.... Deixa eu ver...13h?
- Ok. Marcado.
Chegou o dia em que perderia dez quilos.
Almocei coisas leves porque sabia lá o que me esperava, coloquei roupas bonitas, assim, pra ficar chique.
Escolhi uma calcinha apresentável.
E lá fui.
Assim que cheguei, Penélope estava esperando.
Moça alta, mulata, bonitona. Oba, vou ficar que nem ela, legal.
Pediu que eu a seguisse até o local onde o ritual seria realizado.
Saímos da sala de espera e logo entrei num longo corredor.
De um lado a parede e do outro, várias cortinas brancas.
Por trás delas ouvia gemidos, gritos, conversas.
Uma mistura de Calígula com O Albergue.
Já senti um frio na barriga ali mesmo, sem desabotoar nem um botão.
Eis que chegamos ao nosso cantinho: uma maca, cercada de cortinas.
- Querida, pode deitar.
Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá estirada de calcinha na maca.
Mas a Penélope mal olhou pra mim.
Virou de costas e ficou de frente pra uma mesinha.
Ali estavam os aparelhos de tortura.
Vi coisas estranhas.
Uma panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça.
Meu Deus, era O Albergue mesmo.
De repente, ela vem com um barbante na mão.
Fingi que era natural e sabia o que ela faria com aquilo, mas fiquei surpresa quando ela passou a cordinha pelas laterais da calcinha e a amarrou bem forte.
- Quer bem cavada?
- É... é, isso.
Penélope, então, deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa da Abigail, nome carinhoso de meu órgão, esqueci de apresentar antes.
- Os pêlos estão altos demais. Vou cortar um pouco, senão vai doer mais ainda.
- Ah, sim, claro.
Claro nada, não entendia p-o-r-r-a nenhuma do que ela fazia. Mas confiei.
De repente, ela volta da mesinha de tortura com uma espátula melada de um líquido viscoso e quente (via pela fumaça).
- Pode abrir as pernas.
- Assim?
- Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e depois joga cada perna pra um lado.
- Ar-re-ga-nha-da, né?
Ela riu. Que situação.
E então, Pê passou a primeira camada de cera quente em minha virilha virgem.
Gostoso, quentinho, agradável. Até a hora de puxar.
Foi rápido e fatal.
Achei que toda a pele de meu corpo tivesse saído, que apenas minha ossada havia sobrado na maca.
Não tive coragem de olhar.
Achei que havia sangue jorrando até o teto.
Até procurei minha bolsa com os olhos, já cogitando a possibilidade de ligar para o Samu.
Tudo isso buscando me concentrar em minha expressão, para fingir que era tudo supernatural
Penélope perguntou se estava tudo bem quando me notou roxa.
Eu havia esquecido de respirar.
Tinha medo de que doesse mais.
- Tudo ótimo. E você?
Ela riu de novo como quem pensa "que garota estranha".
Mas deve ter aprendido a ser simpática para manter clientes.
O processo medieval continuou.
A cada puxada eu tinha vontade de espancar Penélope.
Lembrava de minhas amigas recomendando a depilação e imaginava que era tudo uma grande sacanagem, só pra me fazer sofrer.
Todas recomendam a todas porque se cansam de sofrer sozinhas.
- Quer que tire dos lábios?
- Não, eu quero só virilha, bigode não.
- Não, querida, os lábios dela aqui ó.
Não, não, pára tudo.
Depilar os tais grandes lábios?
Putz, que idéia.
Mas topei.
Quem está na maca tem que se fuder mesmo.
- Ah, arranca aí. Faz isso valer a pena, por favor.
Não bastasse minha condição, a depiladora do lado invade o cafofinho de Penélope e dá uma conferida na Abigail.
- Olha, tá ficando linda essa depilação.
Menina, mas tá cheio de encravado aqui. Olha de perto.
Se tivesse sobrado algum pen-te-lhi-nho, ele teria balançado com a respiração das duas.
Estavam bem perto dali.
Cerrei os olhos e pedi que fosse um pesadelo.
"Me leva daqui, Deus, me teletransporta".
Só voltei à terra quando entre uns blá-blá-blás ouvi a palavra pinça.
- Vou dar uma pinçada aqui porque ficaram um pelinhos, tá?
- Pode pinçar, tá tudo dormente mesmo, tô sentindo nada.
Estava enganada.
Senti cada picadinha daquela pinça filha da puta arrancar cabelinhos resistentes da pele já dolorida.
E quis matá-la. Mas mal sabia que o motivo para isso ainda estava por vir.
- Vamos ficar de lado agora?
- Hein?
- Deitar de lado pra fazer a parte cavada.
Pior não podia ficar.
Obedeci a Penélope.
Deitei de ladinho e fiquei esperando novas ordens.
- Segura sua bu-nda aqui?
- Hein?
- Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da outra banda.
Tive vontade de chorar.
Eu não podia ver o que Pê via.
Mas ela estava de cara para ele, o "olho que nada vê".

Quantos haviam visto, à luz do dia, aquela cena?
Nem minha ginecologista.
Quis chorar, gritar, pei-dar na cara dela, como se pudesse envenená-la.
Fiquei pensando nela acordando à noite com um pesadelo.
O marido perguntaria:
- Tudo bem, Pê?
- Sim... sonhei de novo com o c-u de uma cliente.
Mas de repente fui novamente trazida para a realidade.
Senti o aconchego falso da cera quente besuntando meu Twin Peaks.
Não sabia se ficava com mais medo da puxada ou com vergonha da situação.
Sei que ela deve ver mil c-us por dia.
Aliás, isso até alivia minha situação.
Por que ela lembraria justamente do meu entre tantos?
E aí me veio o pensamento: peraí, mas tem cabelo lá?
Fui impedida de desfiar o questionamento.
Pê puxou a cera.
Achei que a bun-da tivesse ido toda embora.
Num puxão só, Pê arrancou qualquer coisa que tivesse ali.
Com certeza não havia nem uma preguinha mais pra contar a história.
Mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo.
Sons guturais, xin-ga-men-tos, preces, tudo junto.
- Vira agora do outro lado.
Por-ra.. Por que não arrancou tudo de uma vez?
Virei e segurei novamente a bandinha. E então, piora.
A broaca da salinha do lado novamente abre a cortina.
- Penélope empresta um chumaço de algodão?
Apenas uma lágrima solitária escorreu de meus olhos.
Era dor demais, vergonha demais.
Aquilo não fazia sentido.
Estava me depilando pra quem?
Ninguém ia ver o tobinha tão de perto daquele jeito.
Só mesmo Penélope. E agora a vizinha inconveniente.
- Terminamos. Pode virar que vou passar maquininha.
- Máquina de quê?!
- Pra deixar ela com o pêlo baixinho, que nem campo de futebol.
- Dói?
- Dói nada.
- Tá, passa essa me-rda...
- Baixa a calcinha, por favor.
Foram dois segundos de choque extremo.
Baixe a calcinha, como alguém fala isso sem antes pegar no peitinho?
Mas o choque foi substituído por uma total redenção.
Ela viu tudo, da perereca ao c-u.
O que seria baixar a calcinha?
E essa parte não doeu mesmo, foi até bem agradável.
- Prontinha. Posso passar um talco?
- Pode, vai lá, deixa a bicha grisalha.
- Tá linda! Pode namorar muito agora.
Namorar...namorar... eu estava com sede de vingança.
Admito que o resultado é bonito, lisinho, sedoso.
Mas doía e incomodava demais.
Queria matar minhas amigas.
Queria virar feminista, morrer peluda, protestar contra isso.
Queria fazer passeatas, criar uma lei antidepilação cavada e matar o primeiro homem que ver e não comentar absolutamente nada.!!!
Não fiz nada disso...
Um mês depois...
- Normal ou cavada?
Coisas de perereca, vai entender...

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
 Aqui a prova de que ficou linda, lisinha, sedosa e cheirosa.
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk